sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Projetos interrompidos? não, apenas sabotados. Entretanto, você como Gerente de Projetos evoluiu mais...

Olá pessoal,

Lembrei de um assunto que muitos de nós vivenciamos ao desenvolver projetos e que por ficar pensando no porque de não terem dado certo, esquecemos de tirar as lições aprendidas e focar naquilo que os farão dar certo.
Em uma de minhas experiências profissionais, vivenciei o sentimento do "mexeu no meu queijo"...na verdade, o projeto que estava gerenciando estava mexendo no queijo de alguém, e muitas vezes, sem percebermos ou por estarmos tão focados no cliente, ou nos resultados que queremos, não observamos os sinais organizacionais que rondam os projetos e as ações que você está liderando.
Esse sentimento, que chamo de "melindre", gera um desconforto que pode ter como resultado duas coisas: 

a) A organização e a equipe enxergam o benefício da mudança e aceitam ou;
b) sabotam seus projetos.

A realidade, é que o mais comum é ocorrer a sabotagem e saber gerenciar mudanças não é uma ciência exata na vida.
Nas minhas experiências profissionais, mesmo sendo treinado e realizado muitos projetos, a cada novo desafio, vem um novo cenário de mudança e o ciclo sentimental em sua volta começa novamente. Vou dar um exemplo de mudança e como esse ciclo sentimental ocorre:
"Você está mudando de emprego, e vai para uma nova empresa, ou outra cidade, outro departamento, outro chefe, ou seja, uma pequena mudança que ocorre na vida de todos". Existe um ciclo de sentimentos que vou descrever agora que passa com todos e que se repete rotineiramente em nossas vidas.
O primeiro sentimento é o "Otimismo": "puxa, que legal o desafio, novo emprego e estou muito otimista por começar, novos projetos e novas perspectivas, novos colegas, etc"...
O segundo sentimento é o que vem com o "Realismo": "nossa, tem muita coisa pra fazer aqui, os horários são diferentes, as pessoas são diferentes, o chefe é diferente..."
O terceiro sentimento é o "Choque": "caramba, tem muita coisa mesmo, bem diferente do que pensei..."
O quarto sentimento é a "Negação": "isso não pode estar acontecendo comigo, sou competente, já fiz isso antes, não pode estar acontecendo isso"...
O quinto é o sentimento da "Raiva":"que droga de empresa, de equipe, de projeto, aqui não tem os recursos que preciso, estou com raiva de tentar e não conseguir avançar"...
Aqui vale uma reflexão importante: é nesse momento da curva de sentimentos que os projetos são boicotados, que as pessoas são demitidas por baixo desempenho, que ocorrem os melindres e inseguranças do "mexeu no meu queijo"....mas e aí como sair dessa? como mencionei não há uma receita pronta, mas se entendemos o caminho a ser percorrido, podemos elaborar estratégias para realizar as mudanças necessárias.
O sexto sentimento é o sentimento da "Barganha": "e se eu tentar de outra forma, e se eu começar mais cedo, e se eu mudar o horário das reuniões, e se eu revisar os papéis e responsabilidades e der a oportunidade da equipe participar mais, e se..."...é o momento de negociar consigo mesmo.
O sétimo sentimento é o do "Teste": "bom, então fiz isso e o resultado foi bom, então se eu mudar o horário das reuniões e quem fala nas reuniões posso ter mais colaboração da equipe, e assim vou testando o que for melhor para os projetos".
O oitavo sentimento é o que vem com a "Adaptação":"bom, agora que fiz esses testes de mudanças e tive resultados positivos, tenho que me adaptar a eles e ter a disciplina de mantê-los"...
O nono sentimento vem com a "Aceitação": "bom, realmente precisava mudar e então agora é seguir com a mudança...aceitá-la"...
Bom, em geral, essa é a curva de sentimentos quando passamos por mudanças, quando gerenciamos projetos e a notícia boa de tudo isso, é que isso é cíclico, ou seja, sempre estamos em algum momento como esse...sabendo desse pequeno segredo, vamos então as ações de mudanças e sabendo que há vida e novos projetos por aí...você se enxergou no texto? :-)

Forte abraço...
Rubenson Chaves

Minha mensagem de 10 anos do PMI-AM (Project Management Institute, Manaus Amazonas)

Olá, esse foi o texto que preparei para os 10 anos do PMI-AM (Project Management Institute, Manaus - Amazonas), e também gravei um vídeo do meu jeito, sem muitos recursos pirotécnicos, mas com muito carinho por um projeto que ficou para a sociedade amazonense. Segue meu texto abaixo para uma leitura de 10 anos:

"Boa noite a todos!

Sou Rubenson Chaves, Fundador e Ex-Presidente do PMI-AM. Infelizmente não me encontro em Manaus para prestigiar esse momento tão importante para a comunidade de GPs no Amazonas e Região Norte, e porque não dizer também no Brasil.
Vou contar uma historinha do que me fez e a outros voluntários, acreditarem e sonharem com uma comunidade de GPs no Amazonas.
A 11 anos atrás, no ano de 2002, sentado na última fileira da aula do MBA em Gerenciamento de Projetos da FGV, motivado pelo professor e 1.o mentor do PMIAM, Angelo Valle, escrevi em minha apostila uma meta para 2003: "fundar o PMI no Amazonas".
Foi um trabalho muito difícil, pois precisávamos entender os requisitos, documentação necessária, o que era o PMI, o PMBOK e o mais importante, qual era e qual seria o papel do gerente de projetos nas organizações.
Rapidamente, eu e meus companheiros fundadores, nos demos conta da grande missão, missão nobre de fundar o PMI-AM, primeiro e ainda único na região norte.
Vale lembrar que muitos foram chamados, poucos acreditaram e outros me perguntavam: "O que vou ganhar com isso?".
Como qualquer outra empresa, ou instituição que se inicia, muitos esforços e sacrifícios foram feitos, principalmente os de ausência da família de todos os fundadores e voluntários que atuaram e atuam no voluntariado de gerenciamento de projetos, mas imagino agora o sentimento de missão cumprida aos ex-Presidentes Luciano Torres, Mario Filho, Marcia Aguiar, Claudia Tocantins, e todos os ex-diretores.
Vale também dizer que ser voluntário não é ser assistencialista, de ir quando der ou puder, e sim significa ter um compromisso social e profissional, com entusiasmo de quem está construindo uma obra, ou defendendo uma causa nobre, com muito amor e respeito pelo tempo dos outros voluntários que também acreditam nesse propósito.
Após o start up das operações do PMI-AM, tivemos grande e fundamental apoio do ISAE - Instituto Superior de Administração e Economia, através do Prof.o Superintendente Lincoln Campos, Dra. Rosa Pontes, Gloria, Cilene Chaves, Mara Vieira, Dra. Ieda, Hugo e todos os profissionais do ISAE que nos acolheram.
O resultado logo veio, com a filiação de muitos profissionais. Houve participação em feiras e eventos, palestras, primeira prova PMP em papel no Norte do Brasil apoiada pela FUCAPI, revisão do PMBOK 3.a edição em Português, integração com as lideranças de outros PMIs do Brasil, congressos brasileiros e internacionais, parcerias e convênios com instituições de ensino e por aí vai. Entretanto, o maior resultado que vejo, foi a projeção dos profissionais do Amazonas e da região norte a níveis nacionais e internacionais de gerenciamento de projetos.
Chegar a cada ano nesses 11 anos, sendo 10 de Fundação oficial, é um reconhecimento ao esforço voluntário de muitos que estão aqui presentes e de muitos que não estão, dentre eles meu irmão falecido Rubem Marcio Chaves, que criou a logo do PMIAM.
A todos os profissionais e parceiros que sabem da importância de que não adianta termos somente bons planejadores, mas também bons executores, habilidosos e com conhecimentos essenciais ao gerenciamento de projetos, derivados de suas estratégias, fica um abraço forte e o desejo de mais 100 anos de profissionalismo em gerenciamento de projetos no Amazonas, Região Norte e Brasil.
Tania e time da diretoria atual, a missão nobre de construir profissionalismo no Amazonas está só começando. Há ainda muito para crescer, explorar e disseminar entre as áreas privadas e governamentais, pois saber gerenciar projetos é essencial para o resultado de uma organização e ter profissionais preparados é a chave do sucesso.
Aos nossos mestres Angelo Valle e Ricardo Vargas, aos nossos familiares, parceiros e amigos que acreditaram nesse sonho conosco, um aplauso e muito obrigado!
Vamos celebrar!
Rubenson Chaves